A vida moderna está matando o amor

O amor e a pressa do dia a dia são mesmo inimigos mortais? O que a modernidade está fazendo com a antiga fórmula de se amar.



Frequentemente ouvimos falar que o amor está morrendo. De certa forma, embora pareça uma expressão exagerada usada por alguns estudiosos, está bem ligado ao comportamento que nós estamos aderindo com as mudanças na sociedade de hoje, comparada com a de antigamente.



Mulheres

Antigamente com a sociedade mais machista, tínhamos algumas "vantagens" no que se diz respeito ao antigo amor e relacionamento duradouro: nós tínhamos pelo menos alguém com "tempo" de sobra pra cuidar da relação e sempre estar alerta a problemas do nosso cotidiano.

A mulher ficava em casa, e não estava na correria do dia a dia, tendo que prestar contas para o patrão ou criando projetos, enfim, embora o trabalho caseiro nunca parava, "cuidar da família" estava neste pacote - de trabalho sem fim e obrigação quase que inconsciente.

Modernidade e pressa

Cada vez mais o mundo começou a mergulhar numa corrida contra o tempo. As coisas começaram a ficar corridas e a mulher tomou conta do espaço - embora não como elas ainda desejem - cada vez mais.

Com a conquista da mulher aumentando, elas estão mais "fora de casa" e mais ocupadas com coisas "mais importantes" do que problemas na relação.

De certa forma tudo isso tende a aumentar, no sentido que mais mulheres terão menos tempo pra se dedicar a filhos e família, enquanto pouquíssimos homens realmente se preocupavam com a saúde da relação, pois já foram (mal) educados neste sentido pela sociedade machista.

Amor superficial

Com menos tempo para se dedicar com problemas no relacionamento, temos um crescimento de relações fúteis ou de curta duração. São poucas pessoas que sabem da importância de se preocupar com a paixão que pode estar diminuindo, com o desinteresse aumentando ou com a rotina tomando conta do dia a dia do casal.

A falta de cuidado gera o famoso "vamos dar um tempo", para que as coisas se resolvam sozinha, pois nenhum dos dois tem mais este "tempo" para se dedicar ao amor.

Criamos outras prioridades que julgamos mais importantes que o próprio amor entre duas pessoas, e nos tornamos mais egoístas, pensando apenas no nosso bem individual, na nossa carreira, no nosso sucesso, e cada vez menos no "próximo".

De qualquer forma, não nascemos para ficar sozinhos, então nunca vamos deixar de buscar por companhia.

O que mudou de ontem pra hoje, não é a busca por outra pessoa, mas a qualidade dessa relação. Queremos tudo pra ontem, queremos um amor artificial e passageiro, pois não temos mais tempo.