Nosso namoro impedido por causa da religião.

Quando a família não aceita alguém que seja de outra religião ou ateu

O problema é um dos mais delicados.

O desgosto dos pais, é que seu filho ou filha (na maioria das vezes é a filha), conheça alguém que não seja do "grupo social" deles. De uma forma geral, qualquer pessoa que na cabeça deles tenha um comportamento diferente demais ao que eles estão acostumados vai ser inadequado. Neste tipo de situação entramos diretamente no preconceito.



Diferente é ruim

Tudo o que é diferente, é visto com maus olhos ou estranheza. Quanto mais conservadora for a família, pior é. Não falando apenas da religião em si, mas condição financeira, escolaridade, status, cultura, cor de pele entre outras coisas, irão automaticamente ser um desagrado.

Algumas famílias são praticantes assíduas de suas religiões, levando tudinho em conta, colocando o filho em uma caixa muito pequena dentro daquela comunidade, dizendo mais ou menos que "você pode se interessar por qualquer um AQUI no grupo".

O mundo é grande

O problema disso tudo é que o mundo é grande, e não gira em torno daquela caixinha de valores. Existem várias religiões diferentes e pessoas SEM religião.

Não somos donos dos nossos sentimentos, e assim, conhecemos pessoas diferentes de nós e acabamos por nos apaixonar.

A família não vai gostar

Quando temos alguma proibição por parte dos pais, a primeira coisa que devemos saber, é que é passageiro. Os pais não mandam nos filhos pra sempre.

A segunda coisa, é o quão forte é o amor de vocês e o quão dispostos estão a enfrentar a barra que virá.

Namoros desagradáveis para os pais existem a todo instante, e grande parte deles não é ruim para os filhos em termos de influência.

Se você é um cara que está apaixonado por uma garota, é bom ter uma conversa inicial, onde o assunto principal será a pergunta: "O quão disposta você está a enfrentar sua família por mim?"

A namorada no caso, vai ser a mais afetada, porque ela mora com os pais, e vai ouvir vários "nãos" o tempo todo, e várias pedras serão jogadas no caminho de vocês.

O tipo de família que age desta forma, é ultrapassada, bem parecida com padrões de religiões mais rígidas onde os pais escolhem o namorado pra filha. Vivemos no continente americano em uma sociedade diferente que não cabe mais este conceito.

Vamos conseguir nos ver?

Quanto mais novo ou nova for a namorada/namorado, mais difícil.
Se ela não tem uma independência, que seja pelo menos trabalhar fora, algo que lhe dê alguma autonomia por não depender muito dos pais, se ela é arrastada todas as vezes para a igreja e concorda com as regras de casamento de lá também complica.

Quando estamos apaixonados é muito difícil alguém conseguir proibir a gente de se ver 100%. Quanto mais somos  proibidos, mais queremos lutar contra a opressão, e isso acaba dando uma ajuda extra em segurar as pontas.

O que represento?

Não tentem discutir os dogmas da religião, é inútil.
Bater de frente com os pais, só fará com que você seja visto como um "inimigo". Pode parecer absurdo, mas infelizmente é assim.

Você será visto como um "desvio" do caminho certo, uma "pedra" no caminho, uma "ovelha desgarrada"(que vão tentar evangelizar), e de forma mais severa, uma "obra do coisa ruim". Resumindo, você vai sofrer uma onda de preconceitos sem fim, até que eles se cansem de lutar contra vocês, ou que vocês se cansem da resistência deles contra o namoro.

Se vocês estiverem dispostos, vão ter que abrir o jogo mais cedo ou mais tarde. É à partir da reação dos pais, que o problema precisa ser trabalhado.

Como sempre com este problema da religião no relacionamento, cada caso é um caso e precisa ser tratado de forma diferente. É um assunto que rende pano pra manga e espero tratá-lo mais aqui, já que a procura tem sido imensa, com várias pessoas trazendo casos diferentes de situações que envolvem crenças.

Peço também aos leitores caso conheçam casos parecidos, que deixem aqui nos comentários, mais dicas e ponto de vista diferente. É um assunto muito delicado, e algo muito triste, você ser julgado pela fé e não pelo seu verdadeiro caráter.
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