O homem Libertino consegue tudo o que quer

Em termos de sedução, o que incomoda os homens hoje em dia, é aquele estereótipo que rouba todas as mulheres, inclusive a sua.

Como alguns homens sem nenhum apego conseguem tais mulheres? 
Porque as mulheres se deixam levar por eles? Esta seria a melhor pergunta, e a respondendo, conseguimos entender a chave da conquista dos tão odiados (e adorados) "canalhas" ou "bad boys".

O estereótipo proposto de hoje é o Libertino.


As mulheres nunca conseguem aquilo o que realmente procuram em um homem: se sentir valorizada, atenção, se sentir desejada, se sentir bonita, atenção etc.

O homem libertino deseja a sua vítima. Mesmo que seja por muito pouco tempo, ele sabe muito bem lidar com as necessidades femininas, suas fraquezas, e dá a elas tudo aquilo o que falta. Acontece que as mulheres só vão saber que aquilo era apenas um jogo, quando ele tiver tudo o que queria e a descartar.

Assim que ele se interessa por ela, não importa que ela já conheça a sua fama, não importa que ela tenha uma certa antipatia pela pessoa que ele é diante do seu grupo social, ele irá jogar o jogo, fazendo com que ela se sinta a única, e fará todas as suas vontades. Ele fará tudo aquilo o que o "bonzinho" acha que não devemos fazer, mimos e misturado a isso, ele irá deixar transparecer que embora ela seja a mulher que ele quer, existem mil garotas a fim, deixando que ela saiba ou veja as outras. 

"Ele é um homem desejado por muitas mulheres. Deve haver algum motivo pra isso"

"Ele é um homem disputado por outras mulheres. Eu quero ser a única."

"Ele disse que eu era especial, mas agora parece estar dando mole pra outra garota. Será que eu tenho poder sobre ele ainda? Vou tentar exercer este poder"

A mulher acaba entrando no jogo dele, porque quer testar experiências, desafiar as concorrentes, ela acaba caindo nas garras dele ao achar que está sob controle, ao achar que é a única, quando na verdade, todas as outras são "únicas".

"Hora, mas se ele é um galinha, então não presta. Porque então elas insistem?"

Elas acabam sentindo um certo desejo de jogar, de arriscar, de tentar ser a única, de fazê-lo mudar.

"Se ele disse que sou a única, então posso fazer com que ele seja um cara legal e pare de galinhagem." 

O libertino não precisa de beleza. Ele tem o dom da lábia. Assim como os homens tem o visual de uma mulher como ponto fraco, eles jogam sujo com o uso das palavras - tudo o que conquista uma mulher, boa lábia.

Disse a atriz francesa Simone, vítima de um libertino: "Como explicar suas conquistas a não ser pelo seu extraordinário poder verbal, e o timbre musical de sua voz, colocados à serviço de uma eloquência excepcional? Pois o meu sexo é suscetível às palavras, enfeitiçado por elas, desejando ardentemente ser dominado por elas."

O uso das palavras não é simplesmente se comunicar, mas implica em persuadir, adular, provocar um tumulto emocional.

Mulheres gostam de um certo tom de fantasia, e ele a faz se sentir assim. Ele fala de sentimentos, ele entra no mundo delas. Muitas vezes a mulher sabe que é um jogo, que a entrega dele pode ser uma armadilha, mas tamanha insistência dele, de tornar todo momento sensual, uma entrega total dele, sempre entrando de cabeça naquilo sem se importar com as consequências que ela fica confusa até ceder.

Resistências pra ele não são preocupação. Pra ele aquilo tudo é um jogo. A resistência é um incentivo ao desejo, deixando-o ainda mais excitado. O sexo está sempre presente, a sensualidade excitação, brincando com tabus, fazendo ela perder o sono pensando naquelas palavras.

A característica principal é despertar na mulher a esperança de poder regenerá-lo, de torná-lo um "homem de caráter".

E a má fama dele?
Ele nunca vai negar. Ele vai dizer que é a sua natureza, que são as outras mulheres que não o deixam em paz, ao mesmo tempo que vai exibir as suas conquistas. "Sim eu sou".
Quando este sedutor se afirma, assume ser o vilão, ele desperta a competitividade das mulheres.

Ser ou não ser um libertino? Frio, perigoso, porém poderoso.